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Jogo responsável: limites, pausas e quem ajuda

Prevenção

Decidir o limite antes de começar

A parte do percurso de apostas que depende inteiramente de quem joga é o limite. Vale mais defini-lo antes do primeiro depósito, com a cabeça fria, do que a meio de uma sessão em que a última jogada correu mal. Um limite decidido nesse estado tende a ser um limite a subir, e é assim que uma noite má se transforma num mês mau.

Sinais

Sinais a que vale a pena prestar atenção

Há comportamentos que costumam aparecer bastante antes de o problema ficar evidente. Aumentar o valor das jogadas para compensar perdas, esconder de quem está próximo quanto se apostou, pedir dinheiro emprestado para continuar, perder horas de sono ou faltar a compromissos por causa de um jogo a decorrer são os mais comuns. Nenhum deles é decisivo sozinho, mas vários ao mesmo tempo merecem uma conversa.

Também conta a forma como se fala do assunto. Quando a resposta a uma pergunta simples sobre quanto se gastou passa a ser vaga, costuma ser sinal de que a conta já não está a ser feita. Manter o registo à vista, sem o esconder de ninguém, é das defesas mais simples que existem.

Apoio

Onde pedir ajuda em Portugal

O SICAD, Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências, é a entidade nacional para comportamentos aditivos, jogo incluído. A Linha Vida atende através do número 1414. O Serviço Nacional de Saúde tem consultas para comportamentos aditivos, com encaminhamento feito a partir do médico de família.

Fora de Portugal, em português ou em inglês, existem ainda o Gambling Therapy, o BeGambleAware e os Jogadores Anónimos. Qualquer um deles atende sem ser preciso encerrar a conta primeiro, e nenhum exige que se leve números consigo. Procurar informação não é um compromisso com nada.

Conversa

Falar com quem está por perto

Muita gente adia pedir ajuda por achar que o problema ainda é pequeno de mais para incomodar alguém. Na prática, uma conversa com uma pessoa de confiança costuma ser o passo que torna todos os outros possíveis. Não é preciso levar números nem fazer confissões completas para começar.

Se for familiar ou amigo de alguém nesta situação, evite transformar a conversa num julgamento sobre dinheiro. Perguntar como a pessoa está a dormir e a gerir o tempo costuma abrir mais portas do que perguntar quanto perdeu. As linhas de apoio listadas acima atendem também quem liga por outra pessoa.

Ferramentas

O que podemos fazer do nosso lado

Podemos suspender ou encerrar a conta a pedido do titular, sem exigir uma justificação. O pedido de autoexclusão faz-se por [email protected] e é ao nível da conta: não nos liga ao registo nacional de autoexclusão, que não integramos. A idade mínima é 18 anos e não abrimos exceções a isso em circunstância nenhuma.